Dia Mundial de Conscientização do Autismo - 02/04



Você já viu uma criança fazendo malcriação no meio do shopping e (in)conscientemente julgou os pais por "permitirem" tal comportamento? Você já assistiu um vídeo no Facebook de uma criança se rebelando grosseiramente contra um adulto e pensou que ela merecia uma correção (física 😔)?

Se você nunca fez coisas do tipo, está de parabéns.

Mas se a resposta for SIM, você só precisa de um pouco de orientação.


Independentemente do motivo pelo qual uma criança faz uma malcriação, a violência jamais poderá ser a resposta. Como adultos, temos a obrigação de procurar entender o que aflige um ser tão indefeso, que ainda está aprendendo a se comunicar e a se expressar. Um dos fatores que podem fazer com que uma criança arremesse objetos, tenha dificuldade de se comunicar ou tenha um comportamento repetitivo às vezes, pode ser um TEA. E é disso que vamos falar hoje.


O Autismo não é uma doença, o TEA (transtorno do espectro do autismo) é um transtorno neurológico. Ele interfere na maneira como a pessoa se comunica e interage socialmente. Ele afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo mundo. No site do Dr Drauzio Varella, ele explica com precisão sobre esse assunto. Quando questionado sobre a possibilidade dessa criança ter uma vida normal, ele responde:


"Depende do grau do transtorno. Com frequência, os autistas com grau leve são muito inteligentes, somente são sensíveis a mudanças súbitas, o que faz com que possam ter uma vida bem próxima da normalidade. Alguns podem viver anos sem receber o diagnóstico, e não raro, são confundidos com pessoas que são apenas muito tímidas. Em graus mais graves, porém, que implicam em grande dificuldade de relacionamento, pode haver comprometimento da qualidade de vida que exige acompanhamento especializado.

Crianças com autismo precisam de tratamento e suas famílias de apoio, informação e treinamento. A AMA (Associação dos Amigos dos Autistas) é uma entidade sem fins lucrativos que presta importantes serviços nesse sentido."



Um dos nossos colaboradores, Alamberg Souza, tem o privilégio de ser pai de uma princesa muito inteligente, muito amorosa e muito linda. Clique na imagem abaixo e confira a entrevista que fizemos com ele:










O objetivo dessa matéria, é fazer com que todos nós repensemos antes de julgar o comportamento de uma criança e a dedicação de seus pais para com ela. Repensemos antes de tomarmos atitudes rudes com as nossas crianças, quando não entendemos o porquê de sua atitude "disfuncional". A vida não é cinza, não há uma regra apenas para o comportamento humano. Devemos buscar enxergar todas as cores, e é claro, suas vastas nuances. Empatia é a peça chave para nossa evolução.

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